• Imagem

Tomar ovinho

Isadora, 5 anos:
– Quando eu crescer, eu vou tomar ovinho.

A mãe:
– O que é isso, filha?

Isadora:
– É aquilo que adulto bebe que parece suco de uva.

Compartilhar

Cantar no canteiro

Sueli, 4 anos, vive e mora na cidade.

Pouco conhece da roça.

Foi visitar o avô que mora num sítio.

Sua mãe lhe disse:
– Hoje, vovô vai fazer um canteiro.

Pergunta interessada de Sueli:
– Vovô vai cantar no canteiro?

Uma história de doação

Esta história está no livro “Palavra por Palavra” da escritora norte-americana Anne Lamott. Foi contada por Jack Kornfield, do Centro de Meditação Spirit Rock, em Woodacre, California, EUA.

Eis a história:

Um menino de 8 anos tinha uma irmã mais nova que estava morrendo de leucemia e precisava de uma transfusão de sangue.

Os pais explicaram ao menino que o sangue dele provavelmente era compatível com o da irmã e que, se aquilo fosse mesmo verdade, ele poderia ser o doador.

Perguntaram se poderiam testar o sangue dele. Ele disse que sim. Então fizeram o teste e o sangue se revelou compatível.

Depois, os pais perguntaram se ele daria à irmã meio litro de sangue e disseram que aquela poderia ser a única chance dela sobreviver. Ele respondeu que precisava pensar durante a noite.

No dia seguinte, o menino procurou os pais e disse que estava disposto a doar o sangue.

Então foi levado para o hospital onde o colocaram em uma maca ao lado da irmã de 6 anos. Uma enfermeira coletou meio litro de sangue do menino e, em seguida, começou a transfusão na irmã.

O garoto ficou deitado na maca em silêncio, enquanto o sangue gotejava e penetrava na irmã, até que o médico foi ver como ele estava.

Então o menino abriu os olhos e perguntou:

– Quanto tempo até eu começar a morrer?

Eu achava que…

  1. dava para pegar nuvens, abrindo a janela do avião.
  2. o âncora do telejornal ficava preso à bancada por uma âncora.
  3. quando fizesse 11 anos, minha cartinha de Hogwarts chegaria.
  4. lava-jato era um lugar que lavava aviões.
  5. meus brinquedos ganhavam vida à noite.
  6. água sanitária era água da privada.
  7. ia morrer, se entrasse na piscina depois de almoçar.
  8. para não morrer afogado era só beber a água em volta.
  9. raios UV eram raios ultra-violentos.
  10. a borracha azul e vermelha apagava caneta.
  11. o nome do buraquinho que a gente tem na barriga era “um bigo” porque a gente tinha um só.
  12. o doce chamava “leite conversado”.
  13. se regasse o pomar com água com açúcar, as frutas nasceriam mais doces.
  14. carro 0 Km era um carro que não andava mais.
  15. era uma bobagem lavar os pratos já que eles iam sujar de novo.
  16. se engolisse chiclete, minhas tripas iam grudar.
  17. alfândega era um país.
  18. “lavagem de dinheiro” era, literalmente, lavar as notas com água e sabão.
  19. Instituto Médico Legal era um lugar de doutores bonzinhos.
  20. quando minha mãe comprava lagarto no açougue, eu ia comer carne de réptil.
  21. os atores morriam de verdade nos filmes.
  22. não podia molhar a cabeça para usar xampu para cabelos secos.
  23. era melhor rezar pra todos os santos para não esquecer de nenhum e desagradá-lo.
  24. a jardineira da marchinha de carnaval “A Jardineira” (Benedito Lacerda e Humberto Porto) era o veículo jardineira, um ônibus de transporte coletivo com frente baixa como caminhão.

Papo Vovô – 2

Outro Papo Vovô de Luís Fernando Veríssimo no artigo Encanto, publicado no site do Estadão:

Lucinda, nossa neta de 7 anos, às vezes adota uma palavra que passa a usar como preâmbulo de tudo o que diz.
Por estes dias, a palavra era “Tecnicamente”. Como em “Tecnicamente, vou fazer xixi”.
Depois de um tempo, parou de usar a palavra. E nós nunca descobriremos como é fazer xixi tecnicamente.

Animais invertebrados

Uma dia, mamãe explicava para Nina, 4 anos:
– Filha, o polvo é um animal invertebrado, isso quer dizer que ele não tem ossos.

Pergunta de Nina:
– E os peixes, mamãe, também são DESENGONÇADOS?

Gatos mexicanos

Um dia, Nina, 4 anos, falou:
– Mamãe você sabia que os gatos do México não são tão ágios?

Tradução: Os gatos domésticos não são tão ágeis!

Parabéns na encruzilhada

Certa noite, a família voltava para casa de carro, quando passou por uma encruzilhada com uma oferenda cheia de velas.

Renatinha, de 2 anos, bateu palminhas e cantou parabéns!