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O menino, o pai do menino e a caixa

Passaram na rua, aqui em frente. O menino, cerca de 3 anos, chorando alto, o pai andava calmamente ao lado.

O choro tinha um motivo, resolvido facilmente pelo pai. O menino queria carregar uma caixa que, pela cor, parecia ser de um brinquedo.

O pai deu-lhe a caixa e o choro foi trocado por uma animada conversa com o pai.

Please, don’t disturb

Elena, 3 anos, fala português e catalão. Era bebê, quando a família mudou-se para Barcelona.

De volta ao Brasil, na festa comemorativa do aniversário de 3 anos, chegavam os convidados e a mãe dizia:
– Elena, venha cumprimentar quem chegou.

Resposta de Elena:
– Fala que eu morri.

O melhor das férias

Diálogo entre mãe e a filha, Pamela, 4 anos.

Hoje quando busquei Pamela na escola:

– Pamela, foi legal seu primeiro dia de aula depois das férias?
– Foi sim, mamãe.
– E a professora perguntou como foram as férias?
– Perguntou.
– E o que você falou?
– Que eu ganhei uma escova de dentes nova que tava na promoção! Aí, eu desenhei a escova!

Tomar ovinho

Isadora, 5 anos:
– Quando eu crescer, eu vou tomar ovinho.

A mãe:
– O que é isso, filha?

Isadora:
– É aquilo que adulto bebe que parece suco de uva.

Cantar no canteiro

Sueli, 4 anos, vive e mora na cidade.

Pouco conhece da roça.

Foi visitar o avô que mora num sítio.

Sua mãe lhe disse:
– Hoje, vovô vai fazer um canteiro.

Pergunta interessada de Sueli:
– Vovô vai cantar no canteiro?

Uma história de doação

Esta história está no livro “Palavra por Palavra” da escritora norte-americana Anne Lamott. Foi contada por Jack Kornfield, do Centro de Meditação Spirit Rock, em Woodacre, California, EUA.

Eis a história:

Um menino de 8 anos tinha uma irmã mais nova que estava morrendo de leucemia e precisava de uma transfusão de sangue.

Os pais explicaram ao menino que o sangue dele provavelmente era compatível com o da irmã e que, se aquilo fosse mesmo verdade, ele poderia ser o doador.

Perguntaram se poderiam testar o sangue dele. Ele disse que sim. Então fizeram o teste e o sangue se revelou compatível.

Depois, os pais perguntaram se ele daria à irmã meio litro de sangue e disseram que aquela poderia ser a única chance dela sobreviver. Ele respondeu que precisava pensar durante a noite.

No dia seguinte, o menino procurou os pais e disse que estava disposto a doar o sangue.

Então foi levado para o hospital onde o colocaram em uma maca ao lado da irmã de 6 anos. Uma enfermeira coletou meio litro de sangue do menino e, em seguida, começou a transfusão na irmã.

O garoto ficou deitado na maca em silêncio, enquanto o sangue gotejava e penetrava na irmã, até que o médico foi ver como ele estava.

Então o menino abriu os olhos e perguntou:

– Quanto tempo até eu começar a morrer?

Eu achava que…

  1. dava para pegar nuvens, abrindo a janela do avião.
  2. o âncora do telejornal ficava preso à bancada por uma âncora.
  3. quando fizesse 11 anos, minha cartinha de Hogwarts chegaria.
  4. lava-jato era um lugar que lavava aviões.
  5. meus brinquedos ganhavam vida à noite.
  6. água sanitária era água da privada.
  7. ia morrer, se entrasse na piscina depois de almoçar.
  8. para não morrer afogado era só beber a água em volta.
  9. raios UV eram raios ultra-violentos.
  10. a borracha azul e vermelha apagava caneta.
  11. o nome do buraquinho que a gente tem na barriga era “um bigo” porque a gente tinha um só.
  12. o doce chamava “leite conversado”.
  13. se regasse o pomar com água com açúcar, as frutas nasceriam mais doces.
  14. carro 0 Km era um carro que não andava mais.
  15. era uma bobagem lavar os pratos já que eles iam sujar de novo.
  16. se engolisse chiclete, minhas tripas iam grudar.
  17. alfândega era um país.
  18. “lavagem de dinheiro” era, literalmente, lavar as notas com água e sabão.
  19. Instituto Médico Legal era um lugar de doutores bonzinhos.
  20. quando minha mãe comprava lagarto no açougue, eu ia comer carne de réptil.
  21. os atores morriam de verdade nos filmes.
  22. não podia molhar a cabeça para usar xampu para cabelos secos.
  23. era melhor rezar pra todos os santos para não esquecer de nenhum e desagradá-lo.
  24. a jardineira da marchinha de carnaval “A Jardineira” (Benedito Lacerda e Humberto Porto) era o veículo jardineira, um ônibus de transporte coletivo com frente baixa como caminhão.