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Acabei de nascer

Nasci faz pouco tempo e não quero perder tempo. A vida é preciosa, tenho pressa, nada de desperdiçar tempo. Será que escolhi bem a família onde nasci? Espero que sim, das várias possibilidades, selecionei a mais promissora. Vejamos o entorno deste lugar onde estou. As pessoas vestidas de branco devem ser enfermeiras porque se movimentam como quem sabe o que faz. A mulher bonita que vejo agora é minha mãe. Conheço-lhe a voz, o cheiro e o bater do coração. Nasci, mexeram comigo sem me incomodar, lavaram-me. Quero minha mamãe, tenho fome e ela certamente saberá como me alimentar. Mamei um líquido clarinho que ainda não é leite mas dizem ser nutritivo. Que sei eu? Acabei de nascer. Agora, uma soneca que o movimento do dia me cansou.

Sorvetes

Um menino loirinho, cerca de 10 anos, ao lado do carrinho do sorveteiro:
– Moço, me dá dois sorvetes?
– Você tem dinheiro?
– Não.
– Como pretende pagar os dois sorvetes?
– Não posso pagar.
– Porque quer dois sorvetes, se é um só?
– O outro é para meu irmão.
– Onde está seu irmão?
– Ali.
– Mas ele é pretinho e você loirinho! Sua mãe é tambem mãe dele?
– Não. Ele tem uma mãe e eu outra.
– Então, como pode chamá-lo de irmão?
– Ele é meu irmão mesmo que nossas mães sejam diferentes.

Com que roupa eu vou

Lucas, 5 anos:
– Mãe, posso usar a camiseta vermelha?
– Põe a azul que é mais nova.
– E a amarela?
– A azul é mais nova que a amarela e a vermelha.
– E a verde?
– A azul é mais nova que a verde, a amarela e a vermelha.
– Posso ir pelado?

O menino, o pai do menino e a caixa

Passaram na rua, aqui em frente. O menino, cerca de 3 anos, chorando alto, o pai andava calmamente ao lado.

O choro tinha um motivo, resolvido facilmente pelo pai. O menino queria carregar uma caixa que, pela cor, parecia ser de um brinquedo.

O pai deu-lhe a caixa e o choro foi trocado por uma animada conversa com o pai.

Please, don’t disturb

Elena, 3 anos, fala português e catalão. Era bebê, quando a família mudou-se para Barcelona.

De volta ao Brasil, na festa comemorativa do aniversário de 3 anos, chegavam os convidados e a mãe dizia:
– Elena, venha cumprimentar quem chegou.

Resposta de Elena:
– Fala que eu morri.

O melhor das férias

Diálogo entre mãe e a filha, Pamela, 4 anos.

Hoje quando busquei Pamela na escola:

– Pamela, foi legal seu primeiro dia de aula depois das férias?
– Foi sim, mamãe.
– E a professora perguntou como foram as férias?
– Perguntou.
– E o que você falou?
– Que eu ganhei uma escova de dentes nova que tava na promoção! Aí, eu desenhei a escova!

Tomar ovinho

Isadora, 5 anos:
– Quando eu crescer, eu vou tomar ovinho.

A mãe:
– O que é isso, filha?

Isadora:
– É aquilo que adulto bebe que parece suco de uva.

Cantar no canteiro

Sueli, 4 anos, vive e mora na cidade.

Pouco conhece da roça.

Foi visitar o avô que mora num sítio.

Sua mãe lhe disse:
– Hoje, vovô vai fazer um canteiro.

Pergunta interessada de Sueli:
– Vovô vai cantar no canteiro?